Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 31/08/2022

A Declaração dos Direitos Humanos afirma - no artigo 1º- que todos os seres humanos nascem livres em dignidade e direitos. De forma controversa à afirmação, os desafios nas campanhas de vacinação está, cada vez mais, presente na sociedade contemporânea. Logo, dada a necessidade de analisar como esse comportamento afeta o bem-estar social, é de extrema relevância considerar não somente o legado histórico, mas também a falta de conhecimento.

A princípio, o legado histórico caracteriza-se como um complexo dificultador. De acordo com o pensamento de Claude Levi-Strauss, só é possível interpretar adequadamente as ações coletivas por meio do entendimento dos eventos históricos. Nesse sentido, os desafios à popularização da vacinação, mesmo que fortemente presentes no século XXI, apresentam raízes intrínsecas à história brasileira, como por exemplo, a Revolta da Vacina, ocorrida no Rio de Janeiro, no início do século XX, fator que dificulta ainda mais sua resolução.

Além disso, os desafios para garantir a vacinação no Brasil encontam terra fértil na falta de conhecimento da população. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre a vacinação, sua visão será limitada, o que se torna um desafio à população desta.

É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Para que isso ocorra, o MEC, juntamente com o Ministério da Cultura , devem desenvolver palestras em escolas para alunos, pais e funcionários, com o objetivo de informar sobre a importância da vacina, acrescentando também entrevistas com especialistas no assunto, a fim de trazer mais lucidez sobre o tema. Por fim, é importante que o povo brasileiro se encare como responsável pelo problema, pois, de acordo com Platão, o primeiro passo para mover o mundo é mover a si mesmo.