Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 14/09/2022
A “Revolta da Vacina” foi ocasionada pela obrigatoriedade da vacinação compulsória da população durante a República Velha, o que gerou um motim social por causa da desinformação. Não obstante, esse cenário controverso ainda persiste no Brasil, uma vez que o país enfrenta barreiras para garantir a imunização geral da nação. Nesse sentido, urge reconhecer a inércia estatal e a negligência parental como mantenedoras desse quadro retrógrado e perigoso.
Sob esse viés, é oportuno destacar o descaso governamental como catalisador do óbice. Nessa lógica, destaca-se o pensamento hobbesiano acerca do papel do Estado como garantidor do bem-estar social, o que de fato não ocorre em plenitude. Decerto, isso ficou evidenciado durante a Pandemia da Covid-19, já que algumas autoridades brasileiras desestimularam a vacinação com o pretexto do desconhecimento dos efeitos colaterais a longo prazo. Consequentemente, após 2 anos de campanha vacinal uma parcela populacional ainda desconfia da eficácia dos imunizantes e não se vacinam. Desse modo, faz-se mister uma reformulação dessa postura a fim de garantir a erradicação de doenças no território brasileiro.
Ademais, outro agravante é a omissão familiar ao passo que não completam a caderneta de vacinas das crianças e, assim, impendem a preservação salutar de seus filhos. Por conta disso, existe a possilidade do retorno de doenças erradicadas no passado, como o sarampo e poliomelite, já que não é atingido o percentual mínimo de cobertura vacinal. Isso posto, vale relembrar que é dever das famílias buscarem essa efetivação de proteção, pois além de garantir a saúde, vai promover uma conscientização através do exemplo nas futuras gerações sobre a importância das vacinas. Desse forma, torna-se fundamental um incremento comportamental dos pais nessa batalha conjunta aos entes públicos de saúde.
Depreende-se, portanto, a necessidade de transpor esses obstáculos. Para isso, o Ministério da Saúde, responsável pela sanidade coletiva, deve lançar campanhas midiáticas, por meio de inserções nas redes sociais e televisionadas, com o intuito de apresentar os benefícios que as vacinas possuem. Além disso, esse órgão deve ampliar as campanhas nacionais para facilitar as atualizações dos imunizantes em atraso e, com efeito, permitir que a filosofia de Hobbes aconteça plenamente.