Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 29/10/2022

Segundo a Constituição federal de 1988 - documento jurídico de maior valor no Brasil - é garantido a todo e qualquer cidadão brasileiro o direito à saúde. Contudo, tal ensejo constitucional não se faz presente se analisado a dificuldade da população de garantir o acesso à vacinação, de tal modo, se faz imperioso debatermos sobre os desafios contemporâneos em garanti-la.

De acordo com Thomas Jefferson - terceiro presidente dos Estados Unidos e autor da proclamação da república de seu país -, a aplicação das leis mais importante que sua elaboração. Sob esse viés, analisamos, em primeiro plano, que a insuficiência governamental impacta diretamente a problemática, de tal modo que os direitos à saúde proclamadas na Carta Magna não são postas devidamente em prática pelos órgãos de saúde do país. Como, por exemplo, em 2016, onde as taxas de vacinação para poliomielite ficaram 10% menores que a meta nacional.

Além disso, é coerente citarmos a influência negativa que o acesso informacional nas mídias tem tido no agravamento da problemática. Segundo Zygmaunt Bauman, em sua obra “Modernidade Liquida”, a partir do séc. XX, as populações ficaram cada vez mais descompromissadas com a verdade e limitou seu próprio entendimento de liberdade de expressão. E de fato, a partir da melhora na democratização do acesso à internet para a população, tem se circulado cada vez mais notícias falsas sobre vacinação nas redes sociais. Como, por exemplo, durante a pandemia do COVID-19, em 2020, onde se disseminou a ideia de que as vacinas aplicadas no país estavam em fase experimental, o que prejudicou o andamento do programa de vacinação, mesmo a Anvisa - Agência de Vigilância Sanitária - aprovando as doses criteriosamente segundo protocolos rígidos.

Infere-se, portanto, que a insuficiência governamental em seu plano Executivo, somados a maior circulação de notícias falsas nas redes sociais são agravadoras da problemática. Afim de combatê-la, o Governo Federal, por intermédio do Ministério da Saúde, deve promover incentivos econômicos a afim de ampliar a execução de programas públicos de vacinação, bem como, conscientizar a população - com informações verídicas - por meio de cartilhas, sobre os beneficios da vacinação.