Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 07/11/2022
No Rio de Janeiro, durante o século XX, ocorreu uma revolta popular após o governo decretar a obrigatoriedade de vacinação contra a varíola. Tal atitude amedrontou a população, que se rebelou contra a medida. Com o passar do tempo, a população foi informada e o medo das vacinas foi praticamente combatido, no entanto, nos últimos anos o medo voltou gradativamente e a quantidade de pessoas vacinadas, principalmente crianças, tem diminuído de maneira expressiva. Diante disso, é possível inferir que a desinformação e a ineficiência governamental são os principais desafios na vacinação da população.
Em primeiro plano, vale ressaltar que as “fake news” - notícias falsas que circulam na internet - são as principais responsáveis por promover a desinformação da população e, cosequentemente, diminuir o número de vacinados. Consoante a esse fato, tem-se as recusas e hesitação dos cidadãos para a vacinação contra a Covid-19, causada pelas inúmeras notícias falsas e sem fundamentos científicos propagadas durante o período de pandemia. Dessa forma, a falta de informações verdadeiras afeta a saúde pública ao retomar o medo da vacinda nos indivíduos.
Além disso, outro fator que diminui o número de vacinados é a ineficiência dos governos municipais em ofertar os imunizantes nos postos de saúde. Nesse viés, a escassez de vacinas, profissionais de saúde e insumos para a aplicação da vacina, atrapalham a cobertura vacinal. Esse fato pode ser confirmado pelo ocorrido no Rio Grande do Sul, onde diversas cidades ficaram sem vacinas contra o vírus Influenza. Desse modo, para promover a vacinação é necessário que os governos municipais cumpram sua função de prover saúde aos cidadãos.
Portanto, é necessário a tomada de medidas para combater esse problema. Assim, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde e em parceria com a mídia, criar campanhas publicitárias, com informações verdadeiras sobre a vacina e desmentindo as “fake news”, a fim de conscientizar a população e vencer o medo da prática. Também é essencial que a sociedade civil cobre de seus representantes, por meio de participação política, uma estrutura melhor na rede de saúde. Dessa maneira, será possível aumentar a cobertura vacinal e impedir outra revolta contra a imunização, o que viabilizará saúde pública de qualidade.