Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 04/11/2022

O Brasil, por meio do Plano Nacional de Imunização, é um exemplo mundial por sua capacidade em manter uma alta cobertura vacinal da população. No entanto, nos últimos anos, tem encontrado inconvenientes desafios para assegurar seu padrão de excelência, devido ao grande sucesso do programa e ao fortalecimento dos movimentos antivacinas.

Primeiramente, é válido destacar que o sucesso do PNI foi capaz de erradicar doenças infecciosas e mortais, como sarampo e a poliomielite. Isso, causou uma sensação de segurança e relaxamento em parte da população, que parou de vacinar a si e seus filhos. Segundo o Ministério da Saúde, a procura pela vacina da poliomelite foi de apenas 66,62%, em 2021, o que pode ser visto de forma alarmante, pois esta baixa cobertura pode ocasionar novos surtos desta doença erradicada e não só sequelar como também matar, sobretudo, crianças brasileiras.

Ademais, tem-se, em meados de 2016, a ascenção da extrema-direita no debate público brasileiro, que trouxe consigo pautas negacionistas, como as campanhas antivacinas, que ganharam força no país e corroboraram com a diminuição da imunização dos cidadãos. Sob esse viés, pode-se citar às falas criminosas do presidente Jair Messias Bolsonaro, que, em meio à pandemia de covid, pôs em cheque à eficácia dos imunizantes, o que dificultou a vacinação e contenção dá doença, que levou milhares de pessoas a uma morte evitável.

Assim, a fim de superar os desafios impostos na manutenção dá imunização dos brasileiros, o Estado, por meio do Ministério da Saúde, deve promover campanhas publicitárias apelativas destinadas à conscientizar às pessoas a manterem-se vacinadas mesmo que estejam “seguras” e a combater movimentos antivacinas. Para que, dessa maneira, todos os brasileiros permaneçam imunizados e protegidos de doenças outrora epidêmicas.