Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 23/03/2023
A Constituição Federal brasileira define que a saúde é um bem de todos e dever do estado. Porém, nos últimos anos, o negacionismo à ciência tem prejudicado a adesão do cidadão as campanhas vacinais. Todavia, o Governo Federal por meio das mídias permanece convocando a população para atualizar sua vacinação.
Inicialmente é importante lembrar que as reações antivacina não são recentes no Brasil. No início do século XX aconteceu no Rio de Janeiro a Revolta da Vacina, que segundo a História, deixou muitos mortos. Nesse contexto, recentemente essa discussão voltou à tona e durante a pandemia de Covid-19 cidadãos recusaram a imunização alegando risco de sequelas com os efeitos colaterais.
Ademais, há notório entendimento científico de que se a maioria da população não for imunizada a eficácia do tratamento fica comprometida. Dessa feita, a corrente negacionista prejudicou o controle da pandemia com a divulgação de notícias falsas e causando temor à população. Portanto, as campanhas do Governo deviam ter sido enfáticas e educativas orientando o cidadão que o risco da não imunização era mais gravoso do que o perigo de alguma reação a vacina.
Dessa feita, o Artigo 23 da Constituição Federal determina que é competência comum da União, dos Estados, Distrito Federal e Municípios cuidar da saúde da população. Logo, essas entidades, por meio do seu Poder Legislativo devem criar leis que exijam que escolas e universidades ofertem disciplinas sobre saúde básica e mostrem as benfeitorias ocorridas no mundo por causa do uso regular da vacina. Em virtude disso, a credibilidade da ciência volta ao patamar anteriormente ocupado e o uso do imunizante vacinal é garantido aos brasileiros.