Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 26/07/2023

“A insatisfação é o primeiro passo para o progresso de um homem ou de uma nação.” A afirmação, atribuída ао dramaturgo irlandês Oscar Wilde, pode facilmente ser aplicada ao desafio em garantir a vacinação no Brasil, já que é justamente a falta de incômodo social diante dessa vicissitude que a consolida como um regresso para a nação brasileira. Nesse sentido, essa situação de indiferença tem como origem inegável os movimentos antivacina. Assim, não só a propagação de “Fake News” como também a pouca divulgação dos efeitos negativos da não vacinação contribuem para a naturalização desse quadro problemático.

É indiscutível que a questão da propagação de “Fake News” e sua recorrência estejam entre os fatores que atenuam o problema. Nesse contexto, é importante enfatizar que, segundo a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), “As fake news em saúde são, atualmente, um problema extremamente grave, pois prestam um desserviço à população” e representa cerca de 13,5% do engajamento em redes sociais. Logo, as implicações dessa desinformação provocada pelas falsas notícias estão influenciando diretamente na cobertura vacinal e consequentemente na recorrência de doenças já erradicadas. Dessa forma, é inaceitável que, em pleno século XXI, esse problema persista na sociedade brasileira.

Ademais, é fundamental apontar a pouca divulgação dos efeitos negativos da não vacinação como impulsionador do movimento antivacina no Brasil. Segundo a Constituição Federal, todos são iguais perante à lei e possuem os mesmos direitos. Assim, o direito a informação deve chegar a toda população e de forma confiável e segura, evitando assim, que a desinformação colabore com aumento desses movimentos contrário à saúde. No entanto, a ausência de políticas públicas voltadas para essa conscientização ainda é um desafio a ser vencido. Logo é inadmissível que esse cenário perdure.