Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 23/09/2023

Conhecida como cidadã, a Constituição Federal de 1988 prevê, em seu artigo 6°, o direito à saúde a todos os brasileiros. Conquanto, apesar da prerrogativa constitucional, nota-se que, nos últimos anos, o número de pessoas vacinadas em nosso país diminuiu. Nesse contexto, a ineficiência governamental em informar a população sobre os benefícios da vacinação e o ressurgimento de movimentos antivacina, contribuem para a perpetuação dessa problemática.

Em uma primeira análise, vale ressaltar que, consoante Aristóteles, a política deve servir como meio para garantir os direitos dos cidadãos. Logo, nota-se que esse conceito encontra-se deturpado no Brasil, visto que o governo não está sendo eficiente em informar a população acerca das benécias que a vacinação traz consigo e, por consequência, não garante o direito a saúde a essas pessoas. A exemplo disso, cabe citar o ressurgimento do sarampo no ano de 2018 em nosso país, doença que era, até então, considerada erradicada.

Além disso, os movimentos antivacina aumentaram nos últimos anos, principalmente após a pandemia de SarsCov-2. Em virtude disso, apenas 80,2% da população se vacinou contra a COVID-19 - dados do Programa Nacional de Imunização (PNI) -, o que acarretou em um prejuízo enorme à população brasileira, haja vista que a recomendação da Organização Mundial da Saúde é de 95% para que uma doença seja controlada. Essa conjuntura faz com que os desafios para a vacinação dos brasileiros aumentem.

Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, por meio de verbas do Governo Federal, investir em campanhas educacionais, tanto em espaços públicos, como escolas e bibliotecas, quanto em meios midiáticos, como TV, rádio e redes sociais, para que a população saiba dos benefícios e da importância da vacinação contra todas as doenças, a fim de garantir que, tendo acesso à informação, os cidadãos tenham acesso à saúde, que é um direito fundamental da todos os brasileiros.