Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 11/10/2023
No filme norte-americano “Contágio”, retrata-se os conflitos vivenciados em uma sociedade pandêmica, em que há o aumento do negacionismo em relação aos processos de imunização, com isso, gerando altas taxas de transmissões virais. Assim como na ficção, é nítida a presença dos desafios da sociedade hodierna brasileira na garantia da vacinação. Logo, é uma realidade a presença de ondas negacionistas e a falta de subsídios da figura estatal em instituições de saúde.
Diante desse cenário, é evidente o aumento do negacionismo científico no atual cenário social brasileiro. Nessa perspectiva, é indiscutível a existência da propagação de fake news pelas mídias digitais, visto que a disseminação de falsas informações ocasiona a falta de confiança popular nas campanhas de imunização, dessa forma, impactando a vacinação em massa e o surgimento de novas epidemias. De acordo com uma pesquisa feita pela Fiocruz, cerca de 30 milhões de brasileiros não se vacinaram contra a Covid-19. Logo, é necessário que a figura estatal garanta a regulamentação da rede midiática na divulgação de informações.
Ademais, é válido ressaltar a negligência estatal no investimento em instituições de saúde. Tal fato ocorre, pois, se faz presente no contexto social a dificuldade de acesso as unidades de saúde em regiões suburbanas. Segundo a Constituição Federal, promulgada em 1988, garante como direito social o acesso à saúde, contudo, não há a efetivação da medida legislativa, tendo em vista que o SUS anualmente sofre com a precarização. Desse modo, enquanto houver cortes à saúde, os desafios ao acesso à vacinação continuaram a afligir o Brasil.
Assim sendo, é mister que o Estado tome providências para melhorar o impasse do quadro atual, visto que no Brasil há empecilhos na garantia da vacinação. Urge portanto, que o Ministério da Saúde -órgão responsável pela gestão de saúde brasileira- faça medidas legislativas de regulamentação de informações nas redes sociais e a criação de unidades de saúde em zonas periféricas, por meio de mídias televisivas e meios tecnológicos de comunicação, para que todos os cidadãos tenham acesso e segurança aos meios de saúde, pois, somente assim, haverá na sociedade contemporânea brasileira a plena efetivação do sistema de vacinação.