Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros

Enviada em 20/10/2023

No século XX, houve um projeto de vacinação forçada no subúrbio do Rio de Janeiro, que gerou bastante relutância da população, a qual ficou conhecida como a “Revolta da vacina”. O referido episódio reflete a situação atual de dificuldade de implementação de métodos imunizatórios no Brasil, seja pela falha da conduta humana, seja pela defasada atuação estatal. Diante disso, torna-se necessária a discussão acerca dessa problemática que se configura um mal a ser resolvido.

Primeiramente, a sobreposição dos objetivos individuais aos coletivos se mostra uma das raízes do problema. Conforme a literatura machadiana, o homem é naturalmente desprovido de moral e de virtudes. Sob essa perspectiva, muitos indivíduos disseminam informações inverídicas sobre o processo de imunização abordado, com o intuito de autobeneficiamento político-ideológico, em detrimento do bem-estar da população do país. Como prova disso, o Ministério da Saúde afirmou que a circulação de notícias falsas tem colaborado para o aumento do risco de retorno de doenças graves erradicadas, como a poliomielite.

Ademais, outro aspecto agravante do quadro exposto é a ineficiência governamental. A Carta Magna brasileira garante o direito de acesso à saúde a todos os cidadãos. No entanto, a realidade no Brasil vai de encontro a essa premissa, no que tange à vacinação. Embora as campanhas vacinais atinjam grande parcela do Brasil, muitas delas ficam restritas às unidades de saúde, das quais uma boa parte funciona apenas em horário comercial. Isso limita a obtenção da vacina pela população que trabalha nesse ínterim, de modo a corroborar a atual dificuldade de democratização do acesso aos programas de imunização.

Portanto, medidas urgem em busca da superação desses desafios. Para isso, é preciso que Ministério da Saúde intensifique a promoção de propagandas para os canais de televisão e mídias socias, com o intuito de coibir a desinformação sobre o assunto apresentado, assim como fornecer informações confiáveis e garantir que as pessoas se sintam seguras para gozar dos seus direitos salutares. Por fim, o Ministério supracitado deve incentivar os municípios a ampliarem os horários de funcionamento dos postos de saúde durante as campanhas, como também os locais de atuação, para que toda a imunização da nação seja efetivado.