Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 28/10/2023
A constituição federal de 1988, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6º, o direito à saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase quando se observa os desafios para garantir a vacinação dos brasileiros, dificultando, deste modo, a universalização desse direito tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater o problema. Nesse sentido, a divulgação de notícias falsas ocasiona à queda na procura por vacinas e, consequentemente, favorece o aumento de doenças que já haviam deixado de ser um problema. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a saúde, o que infelizmente é evidente no país.
Outrossim, é possível observar que a falta de informação também potencializa o revés. Para o escritor Peter Drucke, o saber e a informação são recursos estratégicos para o desenvolvimento de uma sociedade. Entretanto, considerável parcela da população não possui conhecimento sobre a importância da vacinação, questão que abre espaço para a falta da procura de vacinas. Logo, a desinformação social deve ser combatida.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso é imprescindível que os postos de saúde, por intermédio das escolas e mídias sociais, desenvolva campanhas vacinais extramuros, ou seja fora dos limites das UBS, e também “posts” em suas redes sociais sobre os benefícios das vacinas, a fim de aumentar a proteção da população contra as doenças. Assim se consolidará uma sociedade mais saudável, onde o Estado desempenha corretamente seu “contrato social”, tal como afirma John Locke.