Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 01/11/2023
O filósofo brasileiro Raimundo Teixeira Mendes, em 1889, adaptou o lema positivista “Ordem e Progresso” não somente para a bandeira nacional, mas também para a nação que, no contexto hodierno, enfrenta significativos entraves para seu desenvolvimento. Entre eles, os desafios para a garantia da vacinação no Brasil representa uma antítese à máxima do símbolo pátrio, uma vez que perpetua para a desordem e o retrocesso do desenvolvimento social. Esse panorama é calcado na inoperância estatal e no negacionismo científico.
Diante desse cenário, é necessário salientar que estruturas relevantes são combinadas para estruturação do baixo número de vacinados no país. Nesse contexto, o filósofo Thomas Hobbes defende a incumbência do Estado em proporcionar meios que auxiliem o progresso da coletividade. No entanto, uma parcela dos representantes governamentais, ao se guiarem por um viés individualista e visar a um imediato retorno de capital político, negligencia conservar direitos essenciais, como o do acesso igualitário a vacinação. Tal atitude gera uma relação de descaso com a população, sendo reflexo da falta de investimentos voltados para campanhas de imunização, principalmente em áreas afastadas dos centros urbanos. Logo, é notório que a omissão do Estado perpetua para que os brasileiros sejam impossibilitados de exercer seus direitos constitucionais.
Além disso, engendra-se a falta de informação. Sob esse viés, segundo o Fundo das Nações Unidas para infância, os números de vacinados contra caxumba, rubéola e sarampo abaixaram mais de 20%, em 2021. Diante disso, fica evidente que muitas pessoas estão deixando de se vacinar pela a existência de um negacionismo perante a saúde pública, por falta de informação ou relutância devido à crenças, o que pode levar ao aumento do número da taxa de mortalidade. Sendo assim, é inadmissível que a desinformação sobre a vacinação continue a perdurar.
Portanto, diante dos desafios citados, é necessária a ação governamental para mitigá-los. Depreende-se que o Poder Executivo Federal, mais espeficicamente O Ministério da Saúde, amplie as áreas de cobertura das campanhas de vacinação, além de realizar palestras para minimizar a falta de informação. Essa ação deverá ser viabilizada por meio de políticas públicas, a fim de impedir a eclosão de epidemias no país, assim potencializando um maior número de carteiras de vacinação atualizadas. Dessa forma, os brasileiros viverão o progresso descrito na bandeira nacional como uma realidade.