Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 19/04/2024
Atualmente, o Brasil é referência mundial no fornecimento de imunobiológicos. Responsável por 1% do faturamento mundial com imunizantes, o Instituto Butantan forneceu mais de 100 milhões de doses apenas em 2021. Por mais que esses dados sejam significativos, também há um aumento no número de movimentos anti vacina, que não são de agora, pois desde o século XIX essas revoltas já ocorriam, muitas das vezes movidas por crenças com base teológica não científica.
Os imunizantes não possuem sua importância apenas na proteção individual do vacinado, mas também no impedimento da propagação de doenças que podem levar à morte. Essa crescente revolta contra a vacina se deve muito à disseminação de informações nos meios digitais sem embasamento científico e a comportamentos religiosos que impulsionam a resistência contra os imunizantes. Um exemplo que ficou marcado foi em 1904, quando o Rio de Janeiro se tornou palco do maior protesto anti vacina já ocorrido no Brasil, a Revolta da Vacina, que deixou mais de 30 mortos e 100 feridos.
Dessa forma, a influência desses movimentos resultou na diminuição da taxa de vacinação no Brasil, visto que, segundo o Ministério da Saúde, o índice em 2019 era de 73% dos cidadãos imunizados, em 2020 chegou a 67%, e em 2021, menos de 57% da população vacinada. A possível volta dos casos de poliomelite é um exemplo das consequências da baixa taxa de imunização. Em meados de 1994, a doença foi considerada erradicada no Brasil, porém o Ministério da Saúde voltou com alerta de um possível retorno da doença.
Portanto, para a ampliação da cobertura vacinal, cabe ao Governo por meio do Ministério da Saúde realizar campanhas com incentivo a vacinação, regulamentar meios de mídias digitais a fim de impedir a propagação de notícias falsas em relação à vacina, aumentar o horário de funcionamento dos postos de saúde e monitorar o índice de vacinação com o intuito de identificar pessoas com pendência vacinal.