Desafios para garantir a vacinação dos brasileiros
Enviada em 20/05/2024
Em 16 de novembro de 1904, dentre uma sociedade onde, segundo o site “clio: história e literatura” , 92% da população era analfabeta, ocorreu no Rio de Janeiro a revolta da vacina. Um ato histórico marcado por violência, ignorância por parte da própria população e principalmente devido à superstições pseudocientificas. Sendo um produto desse ato cerca de 30 pessoas mortas, 110 feridos e 945 prisões segundo o site “Brasil Escola”.
O movimento anti-vacina, antes feito majoritariamente por pessoas analfabetas, hoje, é feito por pessoas cujo nível educacional é mais elevado em relação aos tempos passados, entretanto, ainda são pessoas que, por não entenderem como as tecnologias funcionam, não têm suas mentes convencidas primeiro, mas seus corações.
Por isso a pseudociencia continua forte: seu apelo emocional, gatilhos mentais como o sentimento de “conhecimento secreto” muitas vezes utilizado pelos chamados “gurus” e a forma como eles fazem o ouvinte se sentir inteligente ou especial muitas vezes acaba por se tornar um problema. Para combater o movimento anti-vacina moderno, que ainda prospera através desses apelos, é essencial desenvolver uma abordagem estratégica. Primeiramente, deve-se tentar tornar a ciência como algo popular que as pessoas se envolvam mais profundamente. Isso pode ser feito por parcerias do governo com as mídias, sendo essas, influenciadores digitais e jornais de diversos pontos de vista. Essas campanhas de comunicação devem ser implementadas com muita pesquisa sobre o público que consome pseudociência, sendo o IBGE uma ferramenta essencial para isso. Por fim, é vital estabelecer centros de monitoramento de desinformação para responder rapidamente a mitos e fornecer fatos verificáveis. Com essas ações integradas, pode-se reduzir a influência da pseudociência e aumentar a adesão às vacinas, protegendo a saúde pública.