Desafios para garantir disponibilidade da água e saneamento para todos de forma sustentável
Enviada em 27/10/2025
A água, essencial à vida, é um recurso finito cuja gestão inadequada ameaça o equilíbrio ambiental e social. Embora o Brasil detenha grande parte da água doce mundial, milhões de brasileiros ainda carecem de saneamento básico, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS). Nesse contexto, observa-se que os principais desafios para garantir a disponibilidade sustentável da água decorrem da má gestão pública e da falta de conscientização social sobre o uso racional dos recursos hídricos.
Primeiramente, a ineficiência estatal constitui obstáculo central para o acesso universal à água e ao saneamento. A ausência de investimentos contínuos e de políticas eficazes gera desigualdades regionais e prejudica a saúde pública, especialmente em comunidades periféricas. Sob a ótica do filósofo Thomas Hobbes, cabe ao Estado assegurar condições dignas de vida aos cidadãos; contudo, quando falha nesse dever, rompe o pacto social. Assim, a negligência governamental compromete o bem-estar coletivo e perpetua a exclusão social ligada à carência de infraestrutura sanitária.
Além disso, a falta de consciência ambiental agrava a escassez e compromete a sustentabilidade dos recursos hídricos. O desperdício doméstico, a poluição de rios e o desmatamento de nascentes são práticas que refletem a ausência de educação ecológica. Nesse sentido, Hannah Arendt destaca que a ação humana pode transformar o mundo de forma construtiva ou destrutiva, a depender da responsabilidade coletiva. No Brasil, a desinformação ambiental impede o consumo consciente e distancia o país das metas globais de desenvolvimento sustentável propostas pela ONU.
Portanto, é fundamental que o Estado e a sociedade atuem conjuntamente na preservação da água e na ampliação do saneamento básico. Para isso, o governo federal, por meio do Ministério das Cidades, deve investir em infraestrutura hídrica e esgotamento sanitário, priorizando regiões carentes, com recursos do Fundo Nacional de Saneamento. Paralelamente, as escolas, em parceria com as secretarias de educação, devem promover programas de educação ambiental que estimulem o uso consciente da água.