Desafios para garantir disponibilidade da água e saneamento para todos de forma sustentável
Enviada em 29/10/2025
Na Grécia Antiga, o filósofo Tales de Mileto já considerava a água como o princípio de todas as coisas. De modo anacrônico, observam-se aspectos semelhantes no contexto brasileiro atual no que tange à questão da disponibilidade de água e do saneamento básico de forma sustentável. Com isso, observa-se a concretização de um cenário desafiador em virtude da falta de debates, silenciamento social, desperdício de recursos hídricos e da inoperância estatal.
A princípio, é fulcral atentar para a insuficiência de discussões sobre a preservação da água e o saneamento sustentável. Nessa perspectiva, o filósofo Habermas alegava que a linguagem é uma verdadeira forma de ação, ou seja, discutir um problema é um meio de enfrentá-lo. Sob esse viés, a sociedade brasileira tende a ignorar o uso consciente da água e a importância do tratamento de esgoto, visto que grande parte da população não tem acesso à educação ambiental e não reconhece a gravidade da escassez hídrica. Logo, evidencia-se o silenciamento social como um desafio que deve ser resolvido para enfrentar a crise hídrica e promover caminhos sustentáveis.
Ademais, vale destacar a negligência governamental como um dos desafios no enfrentamento do imbróglio. Sob essa óptica, o filósofo contratualista Thomas Hobbes afirmava que é dever do Estado garantir o bem-estar da nação, isto é, cabe ao poder público solucionar questões latentes no país, como a falta de acesso ao saneamento básico. Nesse sentido, nota-se que o governo assume uma postura omissa, posto que milhões de brasileiros ainda vivem sem acesso à água potável e ao tratamento de esgoto, o que agrava problemas de saúde pública e ambientais. Desse modo, é necessária a atuação estatal de modo eficaz para atenuar a problemática.
Portanto, urge que medidas estratégicas sejam tomadas para reverter esse cenário. Como solução, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, órgão do Poder Executivo Federal responsável por demandas sustentáveis, em parceria com a grande mídia, deve promover campanhas publicitárias que conscientizem a população sobre o uso racional da água e a importância do saneamento básico.