Desafios para garantir disponibilidade da água e saneamento para todos de forma sustentável
Enviada em 31/10/2025
O geógrafo Milton Santos descreve a “Cidadania mutilada” para expor direitos que são violados e afastados da população. Dessa forma, os recursos hídricos e sua sustentabilidade ameaçam a disponibilidade e a dignidade dos brasileiros. Com essa realidade, cabe ressaltar a ausência de medidas governamentais e a falta de engajamento popular na cobrança política.
Diante disso, cabe investigar como as atividades governamentais culminaram nesse quadro. Com isso, a autoridade estatal foi constituída contratualmente com objetivo de solucionar e intermediar conflitos sociais. Porém, tal premissa não é efetivada no cenário hidrológico do Brasil quando 40% da população brasileira não tem acesso a saneamento básico, segundo dados do IBGE. Também, tal segregação de cidadania não afeta somente o setor de infraestrutura, agrava doenças que são potencializadas pela precariedade da água como cólera, diarreia, etc. Para isso, é urgente a formulação e estruturação de saneamento.
Além disso, a falta de engajamento popular nas causas hídricas colabora para o acomodamento da classe política. Análogo a isso, o escritor Lima Barreto esclarece em sua obra “Bruzundangas”, como problemas sociais se perpetram no meio como uma inércia enraizada. Do mesmo modo, o autor escreve situações que se esten-dem em diversas áreas, preferencialmente influenciadas pela alienação popular e descaso político. Logo, o panorama ambiental é vulnerabilizado pela má gestão dos recursos e ações antrópicas. Bem como, tais ações prejudicam o ciclo da água e seu fluxo de maneira equilibrada no mundo, gerando secas, enchentes e desigualdade de acesso.
Portanto, é necessário a formulação de medidas interventivas. Para tanto, cabe ao Ministério da Infraestrutura, órgão responsável por obras públicas, por meio do Tribunal de Contas da União, formular projetos de universalização do acesso ao saneamento básico, para combater as desigualdades, doenças e prorrogar a sustentabilidade da água. Ainda mais, cabe as Midias Sociais, por meio dos veículos de comunicação, formular propagandas de elucidação e convocação para a população aderir aos movimentos ambientais e pressionar a classe política para efetivar políticas afirmativas.