Desafios para garantir disponibilidade da água e saneamento para todos de forma sustentável
Enviada em 04/11/2025
A obra literária “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos, ilustra a história de uma família tentando sobreviver ao fugir da seca e da miséria. No entanto, tal trama foge do campo literário ao se apresentar na sociedade contemporânea, pelo desamparo hidríco e de saneamento a população periferíca . Ademais, é válido ressaltar a ineficiência estatal como origem do problema e as condições sub-humanas de vida que são originadas.
Primeiramente, opta-se por discernir sobre a carência de políticas públicas que visam a garantia de água e saneamento básico, através da má gestão do capital público. Segundo os apontamentos do filósofo Thomas Hobbes, em “O Contrato Social”, o Estados possui um contrato com a sociedade, o qual deve fornecer: moradia, educação e direitos basicos ao cidadão. Entretanto, vê-se que tal acordo não vem sendo cumprido, devido a falta de planejamento estatal o poder público não realiza obras que poderiam levar recursos hidrícos aos nessecitados. Como de exemplo, tem-se a paralisação de obras por falta de verba, sendo uma das adversidades que impedem que o estabelecimento de políticas públicas.
Paralelamente, como resultado da ineficácia governamental se tem condições sub-humanas de vida, pela falta de água potável e condições sanitarias. O escritor Graciliano, em “Vidas Secas”, expõe de forma crítica as adversidades sofridas por uma família que foge da seca no sertão. Contudo, essa é uma realidade vivida por muitos, os quais pela falta de água potável precisam se locomover grandes distâncias, promovendo um decaimento na qualidade de vida dos próprios, como vasos de problemas na coluna, os quais poderiam ser evitados se houvesse condições básicas providas pelo Estado.
Portanto, evidência-se que mudanças urgentes são necessárias. Para isso, o Estado, como órgão mediador do poder público, deve melhorar a gestão do capital estatal, por meio da criação de políticas publicas voltados, a promoverem água e esgoto aos moradores. Assim, a população periferíca em vulnerabilidade hídrica poderá ter acesso a esses recursos básicos. Desse modo, cenas como aquelas vistas em “Vidas Secas” não irão se repetir.