Desafios para garantir disponibilidade da água e saneamento para todos de forma sustentável

Enviada em 04/11/2025

Em pleno século XXI, ainda é alarmante perceber que o acesso à água e ao saneamento, direitos fundamentais para a vida humana básico, continua sendo um desafio para milhões de brasileiros. Segundo dados de organismos internacionais, como a ONU, a escassez hídrica e a falta de saneamento evidenciam desigualdades profundas e descaso governamental. Diante desse cenário, é necessário discutir dois desafios para garantir a disponibilidade de água e saneamento sendo eles a assimetria social e a negligência estatal.

Sob esse viés, a falta de água e saneamento básico atinge, sobretudo, as populações mais vulneráveis, refletindo a desigualdade social no país. Dados do Instituto Trata Brasil mostram que 35 milhões de brasileiros não tem saneamento básico, dos quais mais de 60% se encontram na região norte ou nordeste. O dado supracitado escancara a relação entre assimetria social e a falta de acesso ao mínimo necessário para sobreviver. Tal disparidade decorre da histórica concentração de renda e da falta de investimento em infraestrutura nas regiões mais pobres, perpetuando um ciclo de exclusão social.

Ademais, a continuidade desse cenário decorre da negligência estatal, visto que politicas de saneamento são frequentemente despriorizadas em relação a outras pautas governamentais. Nesse sentido, segundo o Instituto Trata Brasil, o governo federal investe menos de 0,2% do PIB em saneamento e disponibilidade de água. Esse dado alarmante revela a omissão do Estado em garantir o acesso à água e ao saneamento básico para a população. Logo, o Governo Federal precisa mudar sua atitude para resolver tal problemática.

Portanto, Urge que medidas sejam tomadas para resolver esses desafios. Desse modo, é dever do Ministério das Cidades criar um programa de investimento em saneamento básico e entrega de água, a fim de reduzir o número de pessoas em condições precarias de saúde e moradia. O programa supracitado será realizado por meio da separação de 1% do PIB brasileiro para essa finalidade, começando inicialmente pelas regiões norte e nordeste nas áreas mais vulneráveis e posteriormente nas regiões mais ricas. Assim, os desafios para garantir água e saneamento para todos serão minimizados.