Desafios para garantir disponibilidade da água e saneamento para todos de forma sustentável

Enviada em 12/05/2026

A canção “Asa Branca”, famosa na voz de Luiz Gonzaga, retrata a vida de um sertanejo que deixa sua terra devido à seca e à falta de condições básicas de sobrevivência. Embora a obra esteja ligada ao Nordeste brasileiro, parte da população ainda enfrenta dificuldades de acesso à água potável e ao saneamento básico. Esse cenário revela a desigualdade social e a fragilidade das políticas públicas na gestão dos recursos hídricos. Com essa perspectiva, faz-se pertinente discutir os obstáculos que dificultam a garantia desse direito de forma sustentável.

É importante ressaltar, em primeiro plano, que a má gestão dos recursos hídricos dificulta a garantia da água para todos. No filme “Mad Max: Estrada da Fúria”, a água aparece como um bem escasso e controlado por poucos, mostrando como a falta desse recurso pode gerar desigualdade e disputa. Fora da ficção, o Brasil ainda enfrenta problemas relacionados ao desperdício, à poluição de rios e à distribuição desigual da água. Dessa forma, percebe-se que a ausência de planejamento eficiente compromete não apenas o abastecimento da população, mas também a sustentabilidade ambiental.

Cabe mencionar, em segundo plano, que a aplicação insuficiente de políticas públicas também dificulta a universalização do saneamento. O Marco Legal do Saneamento, que foi aprovado em 2020, estabelece metas para aumentar o acesso à água tratada e à coleta de esgoto em todo o país. No entanto , muitas regiões ainda enfrentam problemas de infraestrutura integrada , especialmente nas áreas periféricas e em municípios menores. Assim , a questão não se resume apenas à criação de leis, mas também à dificuldade de implementá-las de forma igualitária.

Diante do exposto, torna-se evidente que a garantia da água e do saneamento sustentável depende da efetiva execução das políticas públicas. Logo, cabe ao Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades, ampliar obras de saneamento em áreas vulneráveis e fiscalizar o cumprimento das metas já previstas, com repasse de verbas, apoio técnico aos municípios e cobrança de resultados. Além disso, compete às prefeituras mapear regiões sem água tratada e coleta de esgoto, para direcionar as obras aos locais mais negligenciados.Com isso, espera-se que a realidade retratada em “Asa Branca” não se repita no país.