Desafios para impedir o turismo sexual no Brasil
Enviada em 11/09/2025
A princípio, com o levantamento do canal de denúncias “Disque 100”, ocorreu cerca de 3.675 denúncias sobre exploração sexual contra crianças e adolescentes. Esses números demonstram que o problema do turismo sexual está presente de forma complexa na realidade brasileira. Assim, compreende-se que o empecilho persiste não só por conta da desigualdade social, como também o silenciamento.
Convém ressaltar, a princípio, que a desigualdade social é um fator determinante para o prosseguimento da circunstância. Na obra “Cinderelas, Lobos e um Príncipe Encantado”, do diretor Joel Zito, é abordado sobre a realidade das jovens brasileiras que estão inseridas no universo do turismo sexual. De acordo com o documentário, essas mulheres buscam através do casamento com estrangeiros ou vendas de seus corpos, ascender de forma socialmente e econômica, visto que elas estão mergulhadas em profundas fragilizações, como a ausência de estudo, falta de perspectiva financeira e autoestima baixa. Sob essa ótica, percebe-se que o turismo sexual prevalece sobre indivíduos em situações de vulnerabilidade, por isso é inadiável a formulação de medidas que combatam esse impasse.
Além disso, pode considerar-se que o silenciamento influência diretamente na questão. O filósofo Focault defende que, na sociedade pós-moderna, o silenciamento de alguns temas são feitos para a manutenção de estruturas de poderes. Nesse sentido, percebe-se uma lacuna do que se refere ao amplo debate em torno da exploração sexual vigente, uma vez que há silenciamento por parte da sociedade e ações gorventamentais para a mudança dessa situação preocupante. Dessa maneira, torna-se primordial romper com a inércia da questão.
É evidente, portanto, que tais entraves precisam ser solucionados. Como solução, é preciso que o Ministério da Mulher, em conjunto com a midia, veiculem e produzam campanhas e cartilhas contra o turismo sexual. Tais campanhas devem ser disponibilizadas em redes sociais e na televisão, enquanto as cartilhas devem ser distruibuidas em centros urbanos e escolas, afim de desenvolver o debate público e conscientizador acerca dessa problemática, assim como conter o impacto social dessa questão. Com isso, a proposição de Foucault se tornará menos aplicável à realidade brasileira atual.