Desafios para impedir o turismo sexual no Brasil
Enviada em 20/06/2025
A constituição federal de 1988, carta magna do país, atribui como um direito fundamental aos cidadãos brasileiros a dignidade da pessoa humana. No entanto, persistem violações do atributo pelo país, um deles é o turismo sexual - que consiste na prática de cidadãos estrangeiros viajarem para países mais pobres com fins sexuais - causado pela perspectiva de ascensão social e desigualdade de gênero.
Primeiramente, de acordo com Zygmunt Bauman, as relações humanas na modernidade líquida são marcadas pela superficialidade e efemeridade. Esse fenômeno contribui diretamente para a banalização dos vínculos afetivos e consequentemente pela busca por prazer imediato, como no caso do turismo sexual, em que o outro é reduzido a um objeto de consumo. Em consonância com o autor, a pressão familiar por ascensão social favorece o turismo sexual.
Ademais, o baixo nível de escolaridade ofertado pelas instituições de ensino públicas promove a falta de oportunidades laborais, que acabam por ter o escopo reduzido a trabalhos de alta resistência e força física - que biologicamente desfavorece o gênero feminino - promovendo um efeito funil no mercado de trabalho gerando uma inclinação a perpetuação do turismo sexual no Brasil.
Diante disso, é fundamental que o governo federal em harmônia com as demais esferas do poder criem campanhas para desestimular a prática, fiscalizar com mais rigor e combatam a desigualdade de gênero por meio de leis e PEC - Proposta de Emenda à Constituição - a fim de reduzir o turismo sexual, priorizando a Região Norte e Nordeste devido a sua vulnerabilidade econômica.