Desafios para impedir o turismo sexual no Brasil
Enviada em 20/06/2025
Na canção “Principia”, o cantor Emicida se pergunta o porquê de o Brasil ser tão amargo, se é a “casa da cana-de-açúcar”. Essa antítese é evidenciada, na realidade vigente, ao se observar os desafios para impedir o turismo sexual no Brasil. Nesse sentido, o desinteresse estatal, bem como o silenciamento da problemática, sustentam esse quadro amargo.
Diante desse cenário, é importante destacar que o desinteresse do Poder Público ocorre porque o governo não visualiza retorno financeiro. Segundo o filósofo, Nicolau Maquiavel, o maior objetivo dos governantes é a manutenção do próprio poder, não o bem-estar social. Por isso, o Estado não toma medidas para acabar com o turismo sexual, como projetos que assegurem a exposição de maneira responsável no âmbito tecnológico, e a segurança do turismo brasileiro nas redes sociais, o que ocasiona, em grande escala, o aumento da sexualização dessa população na internet e na sociedade, afetando o bem-estar.
Ademais, é importante salientar o emudecimento da questão. De acordo com Djamila Ribeiro -socióloga expoente brasileira-, é necessário retirar um problema da invisibilidade para que ele seja resolvido. Com isso, partindo da visão da pensadora, é notório que há uma escassez de debates quanto a importância de leis eficientes, que assegurem à população o turismo consciente, tendo o objetivo de não afetar as relações sociais e com o objetivo de extinguir a cultura sexualizada que estereotiparam no país. Desse modo, é inadmissível que em uma sociedade democrática, o tema não seja amplamente discutido.
Portanto, é imprescindível que essa conjuntura seja dissolvida. Para isso, o Governo Federal -órgão responsável pelo bem-estar social- deve, por meio de investimentos governamentais e em parceria com o setor midiático, o veicular, em TV aberta e em horário nobre, a importância de impedir o turismo sexual no Brasil. Tal medida, tem como objetivo tirar o Estado de sua postura omissa, bem como ampliar a discussão sobre o tema, a fim de que haja uma mobilização social para a construção de políticas públicas eficazes. Somente assim, a “casa da cana-de-açúcar” deixará de ser amarga.