Desafios para impedir o turismo sexual no Brasil
Enviada em 20/06/2025
O turismo sexual no Brasil se encontra como um desafio constante, difícil de ser impedido, uma vez que países estrangeiros tem uma imagem negativa e machista das mulheres brasileiras. Essa imagem, que faz com que muitos turistas venham ao país em busca do sexo e de relacionamentos é muito perpetuada com a ajuda e incetivo de marcas, que vendem uma imagem estereotipada do Brasil e com o incentivo de políticos e figuras de influencia nacional, que reforçam discursos sobre a nação ter turismo sexual como um produto de consumo.
Em contrapartida, alguns artistas e imagens influentes nacionais seguem na tentativa de desvincular o país de sua simbologia sexual, assim como Rita Lee cantou em sua música Pagu, em trechos como: “Nem toda Brasileira é bunda […]”. Porém, mesmo com as constantes tentativas, se torna difícil desmentir essas falácias, uma vez que existe toda uma indústria que se benefícia com a busca do turismo sexual e, existe no imaginário social uma imagem completamente machista e estereotipada das mulheres brasileiras.
Sob este viés, da existência de um imaginário social machista, pode-se falar sobre como é reforçado por figuras de influência pública, como o ex-presidente, Jair Messias Bolsonaro, que uma vez afirmou que “quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade”, contribuindo para a fortificação do turismo sexual já existente. Seguindo para outros âmbitos, muitas vezes a venda do próprio corpo se torna uma alternativa, mediante à situações de necessidade, o que faz com que muitas mulheres busquem este caminho em troca de condições dignas para sobrevivência, já que o Estado não as proporciona.
Portanto, para intervir nesta problemática, se torna visível a necessidade da presença do ensino sexual nas escolas, devendo ser porposto pelo Ministério da Educação, assim como a constante fiscalização das indústrias, que vendem uma imagem estereotipada brasileira para atrair o turismo estrangeiro, que deve ser supervisionada por órgãos nacionais como a Confederação Nacional da Indústria. Desta forma, o turismo sexual no Brasil poderá deixar de ser um problema vigente no século XXI.