Desafios para impedir o turismo sexual no Brasil
Enviada em 25/06/2025
Durante a década de 90, ocorreu uma grande expansão do turismo internacional. Analogamente a isso, grandes empresas de turismo começaram a retratar o Brasil com um enorme apelo sexual, visto que as propagandas da época focavam apenas em ilustrar o corpo da mulher brasileira como uma mercadoria a ser vendida. O turismo sexual ainda é muito presente na atualidade, encaramos diversos desafios para combater esse problema, como os esteriótipos midiáticos sobre as mulheres e a falta de fiscalização das autoridades sobre as práticas de prostituição e exploração sexual.
Em primeira análise, os esteriótipos midiáticos transmitidos através da internet, revistas e televisão, transformam as mulheres em objetos de propaganda e desejo. Isto posto, é inegável que a mídia é uma grande precursora do turismo sexual no Brasil, pois objetifica o corpo feminino através de comerciais, músicas e filmes com grande apelo sexual, denegrindo a imagem da mulher brasileira. Ademais, o conceito de “Violência Simbólica” formulado por Pierre Bourdieu, retrata como a violência atua no nível do inconsciente coletivo, internalizando hierarquias e estruturas de poder. Assim, é possível afirmar que os esteriótipos midiáticos transformam o corpo da mulher em uma mercadoria para ser avaliada e consumida pela sociedade.
Outrossim, a falta de fiscalização das autoridades sobre as práticas de exploração sexual é um grande impecilho para impedir a prática da prostituição turística. Nesse contexto, a carência de proteção do estado transforma a vida de inúmeras mulheres, crianças e adolescentes, todos em estado de vulnerabilidade social em vítimas da exploração e do abuso sexual nas principais cidades litorâneas, como o Rio de Janeiro, Salvador e Fortaleza. Em vista disso, o documentário brasileiro “Cinderela, Lobos e um Princípe Encantado” retrata o assédio vivido pelos indivíduos que são vítimas diretas do turismo sexual. Deste modo, é indiscutível que a omissão das autoridades competentes em conjunto com a falta de impunidade dos agressores, é a porta de entrada para o comércio de prostiuição em cidades turísticas.