Desafios para impedir o turismo sexual no Brasil

Enviada em 26/06/2025

A Constituição Federal de 1988, carta magna do país, atribui como um direito fundamental aos cidadãos brasileiros a dignidade da pessoa humana. No entanto, persistem violações do atributo pelo país, um deles é o turismo sexual - que consiste na prática de cidadãos estrangeiros viajarem para países mais pobres com fins sexuais - causado pela desigualdade de gênero e acentuado pela perspectiva de ascensão social.

Primeiramente, de acordo com Zygmunt Bauman, as relações humanas na modernidade líquida são marcadas pela superficialidade e efemeridade. Esse fenômeno contribui diretamente para a banalização dos vínculos afetivos e consequentemente pela busca por prazer imediato, como no caso do turismo sexual, em que o outro é reduzido a um objeto de consumo. Em consonância com o autor, a pressão familiar por ascensão social desencadeia uma série de efeitos na vítima dessa agressão, entre elas a ansiedade por independência dos genitores e a necessidade de promover ou manter o status social da família, favorecendo o turismo sexual.

Ademais, o baixo nível de escolaridade ofertado pelas instituições de ensino públicas promove a falta de oportunidades laborais. Nesse sentido o escopo restringe-se, portanto, a trabalhos de alta resistência e força física - que biologicamente desfavorece o gênero feminino - promovendo um efeito funil no mercado de trabalho gerando assim uma tendência a perpetuação do turismo sexual no Brasil. Essa situação acentua a vulnerabilidade da vítima, pois afeta sua independência financeira.

Diante disso, é fundamental que o Governo Federal promova campanhas para desestimular essa prática e implemente políticas públicas com intuito de reduzir a desigualdade de gênero por meio de mídias digitais e leis, respectivamente. Essas ações, priorizando a Região Norte e Nordeste devido a sua vulnerabilidade socioeconômica, visam reduzir e criminalizar o turismo sexual no Brasil.