Desafios para impedir o turismo sexual no Brasil
Enviada em 30/06/2025
No Brasil colônia há relatos de que os portugueses se relacionavam com as índias quando desembarcavam, oferecendo itens tecnológicos em troca de relações. De forma análoga, no Brasil atual, infelizmente o turismo com a intenção de ter relações sexuais com brasileiras, por parte dos estrangeiros, ainda é comum. Nesse contexto, medidas devem ser adotadas para reverter essa situação que tem como causas a falta de fiscalização e políticas públicas eficazes, além da cultura machista e desigualdade de gênero impulsionados pela pobreza e desigualdade social.
Diante desse cenário, vale salientar que a falta de fiscalização eficaz é fator que corrobora para a manutenção do problema. Acerca disso, faz-se necessário mencionar que a Constituição Federal de 1988 garante o direito ao turismo, entretanto, proíbe a exploração sexual. Sob essa ótica, os casos de exploração devem ser denunciados sobretudo quando ferir a dignidade humana. Logo, é preciso maior fiscalização e que as pessoas que sofram, de fato, denunciem.
Além disso, a cultura machista e a desigualdade de gênero são fatores que influenciam para a persistência do turismo sexual. Nesse sentido, a medida em que o machismo ocorre, com brincadeiras mascaradas do que se tem como verdade por alguns, as mulheres se tornam suscetíveis a propagar o problema. Assim, é por motivos estruturais e históricos que a desigualdade de gênero colabora para o machismo e para a manutenção do problema. Mas, segundo Einstein, uma mente que se abre a uma nova ideia jamais volta a seu tamanho original e uma vez conscientizando as mulheres sobre o seu poder e a desmistificação do machismo, é de fundamental importância para romper com esse paradigma.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade se superar os desafios acerca do turismo sexual no Brasil atual. Para isso, cabe ao Governo, via concurso público mais agentes de polícia investigativa, para intensificar as fiscalizações sobre o turismo sexual e a exploração sexual, visando aumentar a segurança de todos. Paralelamente, cabe ao Ministério da Cultura difundir campanhas publicitárias contra o machismo e desigualdade de gênero para conscientizar às possíveis vítimas. Talvez assim, o Brasil possa romper paradigmas desde o Brasil colônia.