Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 21/09/2025

No Brasil contemporâneo, a desigualdade do acesso ao saneamento básico está se mostrando crescente. Conforme dados do Trata Brasil, em 2023, 35 milhões de brasileiros relataram não ter acesso à água potável. Tal dado explicita o descaso cometido pelo poder estatal, que se mantém inerte quanto a tamanha violação, possibilitando alagamentos urbanos, disseminação de doenças e desestabilização dos ecossistemas.

Em primeira análise, devemos considerar o descaso contra os ODS (objetivos de desenvolvimento sustentável) propostos pela ONU, que estabelecem o saneamento básico como essencial para o bem-estar social e coletivo. Essa negligência estatal viola a integridade humana, expondo indivíduos a doenças de veiculação hídrica (cólera e leptospirose) e a alagamentos urbanos. Tais impactos ocasionam perdas materiais, superlotação de serviços de saúde e danos físicos, intensificando o abismo entre classes.

Paralelamente a isso, deve-se citar o desequilíbrio gerado nos ecossistemas, onde dejetos e excrementos são impropriamente destinados, mostrando que os impactos não se restringem à sociedade, já que atingem a esfera ambiental, impactando na morte de seres aquáticos, eutrofização das algas e contaminação hídrica, tornando a água imprópria para consumo.

Conclui-se que existem inúmeros desafios quanto à melhora do saneamento básico nas regiões brasileiras. Dessa carência decorrem a intensificação do abismo entre classes, a violação dos direitos humanos e prejuízo à biodiversidade. Sob tal análise, torna-se explícita a urgência da resolução desse problema, cabendo à secretaria de urbanismo, juntamente ao Ministério Público, atuarem na remediação dessa situação por meio de pesquisas, planejamento de obras e destinação de verbas para a causa, para, enfim, garantir dignidade humana e equilíbrio ambiental, cumprindo com ações a ideia da cidadania.