Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 26/03/2019

Apesar de o saneamento básico ser um direito constitucional no Brasil, é notória a precariedade na qual muitos locais se encontra, concernente ao desafio em questão. Tal fato evidencia-se, dentre outras conjunturas, devido ao desvio de foco das pessoas em relação ao real problema, bem como ao desconhecimento acerca desse direito assegurado pela lei.

A princípio, insta salientar que a população, embora ciente do quão nocivo é viver em um ambiente precário, geralmente foca nos efeitos desse problema, e não em suas causas. Segundo dados levantados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), 1,5 milhão de crianças morrem anualmente em decorrência de doenças oriundas do local deplorável no qual estão inseridas. Em razão disso, a população exige que o governo  municipal invista seus poucos recursos na melhoria, por exemplo, da saúde pública, tornando coadjuvante a questão do saneamento.

Outrossim, a inércia da população em relação ao real problema pode ser explicada pela falta de informação quanto à disposição desse direito fundamental. Segundo o sociólogo francês Émile Durkheim, indivíduo só age a partir do momento que entende o contexto no qual está inserido e reconhece as origens do problema que o afeta. Dessa forma, a desinformação é fatal para que a coletividade habitue-se à situação precária em que vive e não cobre, em decorrência disso, melhorias.

Destarte, torna-se evidente a necessidade de contornar a falta de informação em relação à questão. Para isso, é necessário que Organizações não Governamentais, em parceria com órgãos específicos, promovam protestos - preferencialmente nas grandes cidades dos estados, visando gerar maior repercussão - para que o assunto seja divulgado pela mídia, notificando a população sobre a existência desse direito. Em adição, o Ministério da Economia deve direcionar maior verba aos municípios, realizando redução de gastos em outras áreas, para que haja dinheiro suficiente com destino não apenas ao saneamento, mas também à saúde pública. Só assim conseguiremos efetivar esse direito, que é de todos.