Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 28/03/2019

É indubitável que, diante das questões que assolam o Brasil, a precariedade no sistema de saneamento básico, é um imbróglio de cunho social. Dessarte, fica evidente o enfrentamento dessa problemática, uma vez que a importância do saneamento como medida profilática na preservação e combate às epidemias é essencial. Nesse ínterim, é importante destacar não só como as falhas do governo corrobora para perpetuação desse quadro, como também as consequências dessa negligência.  Assim, fica clara a ação das esferas governamentais nas estruturas públicas do país.

Em primeira análise, apesar da Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas ( ONU), assegurar como direito humano a distribuição de água e esgotamento sanitário para o bem-estar e dignidade dos indivíduos, é unânime a displicência do Estado frente essa temática. Nesse viés, embora exista a Lei de Saneamento, que foi criada para atenuar essa questão e assim delegar aos estados e municípios a efetivação dos serviços, regulamentação e cooparticipação de empresas privadas , ainda não é suficiente. Pois, o nível de adesão tem sido insuficiente devido o despreparo das cidades e da compreensão dos municípios no cumprimento da lei. Por conseguinte, os projetos ficam estagnados e a população segue em condições deploráveis.

Em suma, cabe salientar que a falta de saneamento básico não traz apenas problemas socais, mas também ambientais e de saúde. Nesse âmbito, essa situação faz alusão à época em que o Médico Sanitarista, Oswaldo Cruz, mudou o cenário do Rio de Janeiro com a implementação de ações profiláticas, devido os altos índices de doenças causadas pela inexistência de um sistema de saneamento adequado. Entretanto, hodiernamente, esse cenário perpetuasse, aonde a população, principalmente, de lugares carentes sofrem com a presença de latrinas à céu aberto segundo dados do Análise Nacional das Águas (ANA), em que o esgoto de 45% da população não recebe qualquer tipo de tratamento, isto posto, crianças e adultos ficam submetidos a todo tipo de moléstias. Logo, detêm-se intervenções necessárias que mudem as condições de vida insalubres do contingente demográfico.

Infere-se, portanto, a acareação desse impasse. Para que isso ocorra, o Governo, que tem como finalidade, regrar e organizar a sociedade , em conjunto com o Ministério das Cidades, devem diminuir o tempo de análise e burocracia dos projetos e engajar as empresas privadas de saneamento nas intervenções locais , com o intuito de abranger maiores áreas e avançar nos serviços de água e esgoto do país. Pressupõe-se que, com a somatória dessas medidas , será possível um desenvolvimento progressor na minimização dessa vicissitude , além de melhorar outras áreas, sobretudo a saúde dos cidadãos.