Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 30/03/2019
Na Idade Média, devido ao aumento do êxodo rural, as cidades ficaram superlotadas e a demanda por saneamento básico não foi suprida, levando a população a contrair várias doenças. Análogo ao período, encontra-se o cenário tupiniquim, em quem a higienização exencial não é proporcionada em várias regiões do país, fazendo com que a sociedade fiquei vulnerável a contratação de patologias. Desse modo, é indiscutível que a limpeza primária do Brasil é precária e, que esse é um problema estruturado, principalmente, pela negligência governamental.
Nesse sentido, pode-se apresentar tal irresponsabilidade tendo como base i artigo 5° da Constituição Cidadã de 88, que impõe a saúde como direto de todos e dever do Estado. Porém, essa não é uma realidade colocada em prática, o que é facilmente observado quando se passa por um bairro periférico de uma grande cidade, haja vista que é notório esgotos a céu aberto e terrenos baldios completamente tomados por resíduos sólidos nesses locais. Sendo assim, fica evidente que a falta desses direitos fundamentais coloca a população em risco e gera gastos extras para o governo, dificultando ainda mais sua efetivação, já que ao não viabilizar esses recursos é obrigado a aplicar verbas na área da saúde, para atender as pessoas afetadas.
Ademais, consoante filosofia aristotélica, o regime é responsável por sanar todas as necessidades da sua população. Entretanto, tal teoria é contrariada jo cenário brasileiro, pelo fato do Estado não aprovar ou por em prática projetos que visem otimizar os recursos básicos que suprem as dependências populacional. Logo, pode ser mencionado como exemplo a insuficiência de água potável em bairros periféricos, o que tende a permanecer, já que maior parte das cidades brasileiras só contém uma estação de tratamento da substância e, acaba por não atender a demanda de consumo. Dessa maneira, é incontestável que as escolhas tomadas pelos órgãos responsáveis estão sendo os principais empecilhos para que as melhorias do saneamento básico seja realizada no território brasileiro.
Urge, portanto, a adoção de medidas que mitiguem a problemática supracitada. Para tanto, cabe ao Ministério das Cidades, em parceria ao Ministério da Saúde, a criação de uma política que vise solucionar os impasses da melhoria do saneamento básico. De modo que essa seja feita com o maior direcionamento das verbas para os problemas mais graves, como esgotos a céu aberto, e por conseguinte, o aprimoramento de outros transtornos, tais como limpeza e construção de mais estações de tratamento da água - uma vez que projetos gradativos tem maior eficiência. Assim, a sociedade brasileira terá direito fundamental garantido e os males da Idade Média deixarão de ser refletidos no Brasil.