Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 05/04/2019
Na idade média a população européia tinha um consumo de água escasso o saneamento básico foi ineficiente provocando proliferações de doenças e epidemias, como a cólera e a peste negra que dizimou 1/3 da população européia. Na contemporaneidade, 35 milhões de brasileiros não tem acesso a água tratada vivem em situações precárias, além disso, a falta do saneamento polui o meio ambiente, trás prejuízos para a saúde pública e viola a dignidade e o direito básico humano.
Evidentemente, se observa um retrocesso no setor de saneamento do país de acordo com dados da Secretaria Nacional de Saneamento Ambiental das Cidades, o investimento em saneamento é o menor dos últimos 6 anos uma redução de 23%. Consequentemente provoca uma regressão ocasionando reflexos prejudiciais para a saúde púbica e o meio ambiente. De fato, tal descaso se dá devido à falta de atenção e descumprimento de direitos fundamentais e sociais, que precisam ser protegidos e colocados em prática, perfil característico de países subdesenvolvidos. Um exemplo desse descaso é o descarte de lixos em locais inadequados, esgotos despejados na natureza causando poluição e destruição do meio ambiente, assim, provocam desequilíbrios climáticos e ambientais favorecendo o surto de doenças como a Febre Amarela e a Dengue que atingiu o Brasil e provocou centenas de mortes.
Outros desafios enfrentados pelas populações que não têm acesso ao saneamento são a precária condição de vida, ambiente com mau cheiro, esgotos, inundações em época de chuva. Ou seja, tudo isso eleva o índice de doenças como a diarria, desnutrição, leptospirose que atinge crianças de 0 a 5 anos causando mortes evitáveis e internações que aumenta os gastos públicos. Em suma, investir em saneamento é economizar na saúde pública quanto mais acesso a saneamentos menos expostas as pessoas estão a doenças. Com efeito, foi criado o Plano Nacional de Saneamento Básico (PLANSAB) através de consultas públicas e aprovação dos Ministérios com o objetivo de universalizar o acesso ao serviço nos próximos 20 anos e levar para essa população que vive em extrema pobreza água potável, limpeza urbana, igualdade, dignidade e garantia de um serviço de qualidade.
O Governo Federal, o Ministério das Cidades e do Meio Ambiente deve investir na universalização do saneamento básico criando medidas para solucionar a ineficiência desse serviço que afeta o meio ambiente, a saúde e milhões de brasileiros. Como Também, incentivar a população a adotar boas práticas de descartes de lixo através da mídia e propagandas. Dessa forma, será possível garantir a distribuição desse serviço que é indispensável para a saúde e desenvolvimento do país. Só então, seremos uma sociedade capaz de garantir os direitos básicos e promover a igualdade social .