Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 11/04/2019
Em meados do século XIV, uma doença, popularmente conhecida como peste negra, dizimou um terço da população europeia, seu principal fator de alastramento: falta de saneamento básico. Hodiernamente, no Brasil, muitas pessoas não possuem acesso às condições básicas de saneamento e, consequentemente, fazem o descarte inadequado de lixos e dejetos. Nesse sentido, é necessário analisar tal problema, intrinsecamente ligado à saúde pública e ao meio ambiente.
Convém ressaltar, em primeiro plano, que uma parte desse entrave advém da ineficiência na distribuição de investimentos governamentais. No Brasil, a região Norte tem a menor cobertura de fornecimento de água potável e coleta de esgoto – de acordo com pesquisas do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) -, pois, a maior parte da verba destinada à infraestrutura sanitária é aplicada no Sul e Sudeste.
Ainda, outro fator a salientar é o descarte incorreto de resíduos, devido à falta de opções ou conhecimento da população, que ocasionam a proliferação de animais transmissores de doenças como leptospirose e amebíase, que podem levar a óbito. A natureza também é outro ponto afetado por isso, pois muitas vezes o lixo é jogado diretamente em águas fluviais ou carregado pelas chuvas até rios e nascentes.
Em suma, faz-se imprescindível a tomada de medidas que revertam o impasse abordado. Posto isso, concerne ao Estado o papel de democratizar o acesso à serviços sanitários por meio de mais investimentos em saneamento básico nas regiões do país que são menos favorecidas financeiramente, implantando sistemas de fornecimento de água potável e coleta de esgoto, visando diminuir a destinação inadequada de resíduos, evitando, deste modo, a proliferação de doenças e a poluição da natureza. Feito isso, haverá melhora na qualidade de vida da sociedade brasileira e um maior respeito ao meio ambiente.