Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 15/05/2019
Dez anos após a Lei do Saneamento Básico entrar em vigor no Brasil, metade da população do país continua sem acesso a sistemas de esgotamento sanitário. Segundo dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), divulgados em janeiro deste ano e referentes a 2015, apenas 50,3% dos brasileiros têm acesso à coleta de esgoto, o que significa que mais de 100 milhões de pessoas utilizam medidas alternativas para lidar com os dejetos.
De acordo com a OMS - Organização Mundial da Saúde- doenças relacionadas a sistemas precários de água e esgoto e a deficiências de higiene são responsáveis por muitas mortes no mundo todo. Como a diarreia, que tem como alvo principal as crianças. Estima-se que, por ano, 1,5 milhão de crianças morrem por doenças diarréicas, provocadas, em grande parte, pela falta de acesso a saneamento básico no Brasil.
Todavia, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Trata Brasil, sobre esgotamento sanitário inadequado e impactos na saúde da população, os municípios acabam gastando os poucos recursos que dispõem em saúde corretiva, em vez de preventiva, ou seja, investem no tratamento de doenças como a diarreia, cólera e hepatite, enquanto os esgotos, focos de doenças continuam impactando a saúde da população.
Analisando os fatos supracitados, é fácil de se notar a precariedade no saneamento básico no Brasil e as consequências trazidas pelo mesmo. Para que haja uma melhora na qualidade de vida de muitos brasileiros, é necessário que o Estado invista em redes de esgoto em todo o país e apliquem de forma mais rigorosa a Lei do Saneamento Básico. Assim, mortes causadas pela diarreia, por exemplo, podem ser facilmente evitadas.