Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 28/05/2019

O saneamento básico é um conjunto de medidas tomadas pelo governo, com a finalidade de proporcionar uma infraestrutura que leve água potável, esgotamento sanitário e limpeza urbana à toda população. Porém, a precariedade no sistema brasileiro enfrenta desafios para a melhora, devido a falta de investimento governamental e a falta de interesse político e público em relação ao assunto.

Com a falta de investimento do governo em geral o saneamento no Brasil é precário em muitas regiões. Houve a criação do PLANSAB, que tinha como objetivo reduzir o número de pessoas sem acesso a água, esgotamento e limpeza, porém devido a situação econômica do país o prazo para essa melhora nas condições atuais afetou a estimativa. Ou seja, sem as verbas necessárias as mudanças não podem ser feitas, resultando em uma péssima qualidade de vida para grande parte da população, principalmente a mais pobre e que moram em bairros degradados.

Além disso, outro fator que impede a melhora no sistema de higienização básico brasileiro é a falta de interesse político em relação ao assunto. A maioria das propostas políticas não estão relacionadas ao saneamento, mas sim a outras coisas consideradas de maior importância. Contudo, é um assunto que deveria ser de extrema prioridade. Segundo Catarina de Albuquerque, presidente executiva da SWA, metade dos atrasos no crescimento infantil que impactam futuramente no desenvolvimento físico e mental, estão relacionados a falta de água, esgotamento sanitário e higienização.

Por consequência da não universalização do sistema de saneamento básico, o Brasil deixa de gerar 56,3 bilhões de reais por ano, segundo o instituto Trata Brasil. Resumindo, o país perde  benefícios economicamente pela falta de investimento.

Portanto, devido a falta de investimento público e a falta de interesse político, o saneamento básico brasileiro se encontra precário. Para enfrentar os desafios da melhora dessa precariedade, cabe ao governo federal concentrar investimentos públicos para a solução desses problemas, ou seja, deve deixar de investir tantos recursos em outras infraestruturas que não requerem urgência e tanta atenção.