Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 30/05/2019

Saneamento básico é o abastecimento de água potável, tratamento de esgoto, limpeza urbana e qualquer outro método a fim de evitar agentes patogênicos, o que garante uma maior qualidade de vida. Segundo o IBGE 25% dos municípios brasileiros não possuem planos de gestão sanitária. Com isso, muitas pessoas correm risco de doenças graves em decorrência de condições precárias de saneamento básico. O desafio de melhorar tais condições é sem duvida ligado ao descaso por parte das políticas públicas brasileiras.

Além disso, as causas para a precariedade, estão ligadas a questão econômica do Brasil. Segundo o Ministério da Economia o Brasil passa por uma grave crise econômica com escândalos de dívida externa, corrupção e mau investimento em setores rentáveis. Em virtude, as verbas destinados ao IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) são reduzidas, o que leva a um futuro incerto dos direitos humanos declarados pela ONU em 2010.

No entanto, os investimentos em saneamento básico não geram um déficit na economia, mas sim, um aumento. Segundo a OMS para cada R$ 100 milhões aplicados no tratamento de água são gerados R$ 250 milhões à economia do país. No tratamento de esgoto, o mesmo valor investido pode gerar até R$ 890 milhões. Ou seja, o que seria gasto com o tratamento de doenças como a dengue, amarelão, leptospirose, entre outras; é convertido em tratamento adequado aos 49,7% dos brasileiros que não detém deste direito.

Conforme o investimento não é priorizado, muitas pessoas não possuem a qualidade de vida adequada o que prejudica muitas vezes o desenvolvimento social. As ruas cheias de lixo, animais, esgoto a céu aberto, entre outras; geram um ambiente impróprio ao avanço socioeconômico. De acordo com estudos realizados pelo Instituto Trata Brasil as classes de baixa renda são as mais afetadas. Áreas irregulares são excluídas do planejamento, visto a dificuldade técnica para levar o serviços de educação, saúde, coleta de lixo, acesso a água potável, entre outras.

Portanto, para evitar doenças patogênicas e superar os desafios de melhorar o saneamento básico brasileiro. Cabe ao governo, por meio do Ministério da Economia juntamente ao Ministério dos Direitos Humanos, aumentar os investimentos destinados ao desenvolvimento estrutural do país. Por conseguinte, garantindo um aumento no desenvolvimento socioeconômico, em virtude da geração de emprego e qualidade de vida, menor taxa de mortalidade e enfermos dentre a grande parcela de pessoas que não detêm acesso a saneamento básico adequado.