Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 16/05/2019

Em 2007, foi incluído na Constituição brasileira um artigo para tratar da questão do saneamento básico, precário já naquela década. Ainda hoje, as normas não são bem aplicadas e não atingem diversas áreas do território, criando desafios à qualidade de vida da população e ao desenvolvimento do país.

Em paralelo às condições insalubres da França durante o Absolutismo, estão o Norte e o Nordeste brasileiros. De acordo com a Folha, o acesso ao sistema de esgoto nessas regiões, em 2018, era de, respectivamente, 10,5% e 26,8%. Nessas condições, ficam comprometidos os desenvolvimentos físico e mental da população, e ainda, elevam-se os riscos de proliferação de doenças como amebíase e esquistossomose.

A situação atual do saneamento básico no Brasil tem como uma de suas causas a escassez de ações de investimento por parte do poder público, responsável por essa função. Por lei, o serviço de manutenção e infraestrutura está nas mãos do governo municipal. Contudo, a falta de organização nessa autoridade, ou ainda a corrupção, que desvia as verbas destinadas a esse investimento, têm prolongado a nocividade da situação.

Portanto, é urgente que medidas sejam aplicadas. Primeiramente, a Secretaria Geral, em parceria com a Agência Nacional de Águas, deve buscar instalar estações de fiscalização do cumprimento das políticas públicas já existentes, de forma a promover a sua efetividade. Além disso, palestras de profissionais da biologia devem ser realizadas em escolas, apresentando as condições atuais do tratamento de água e esgoto no Brasil à população, mobilizando-a para a reivindicação da realização das normas previstas no código de leis do país.