Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 31/05/2019

A grande precariedade do saneamento básico é um problema que já está presente há muito tempo no Brasil. Em 2004, só 38,4% tinha acesso ao sistema de esgoto enquanto, em 2016, os números subiram para 51,9% em algumas regiões, porém em outras, como no Nordeste e no Norte, o acesso chega a 26,8% e 10,5% respectivamente. Este problema não apenas trás consequências para a sociedade brasileira, como também causa uma perda de 56 bilhões de reais por ano segundo estudo do instituto Trata Brasil.

As desigualdades presentes no saneamento básico desencadeiam vários problemas para a sociedade, em princípio para a mais pobre que não tem acesso a ele. De acordo com Catarina de Albuquerque, Chefe da SWA (Saneamento e Água para Todos), metade dos atrasos no crescimento das crianças, que têm consequências graves em relação ao seu desenvolvimento a longo prazo, são relacionadas às falhas do saneamento básico brasileiro.

Além disso, por não ter um sistema de saneamento básico universalizado o país deixa de gerar mais de 50 bilhões de reais anualmente. Caso contrário, os ganhos econômicos, que somariam cerca de 76,1 bilhões de reais por ano, e iriam muito acima de empregos gerados, obras realizadas ou impostos pagos. Conforme o economista Fernando Garcia de Freitas “O gasto necessário não é tão alto. Mas é um investimento que gera ganho social, e não diretamente para aquele que toma a decisão de investir”.

Em vista disso, é necessário que haja uma intensificação dos investimentos públicos feita pelo governo, principalmente o municipal que é responsável pelo saneamento segundo a Constituição. A pressão popular feita pela população para socializar os serviços sanitários também é primordial para a melhora do cenário no Brasil.