Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 17/05/2019
O saneamento básico se relaciona diretamente com o critério de longevidade utilizado para compor o IDH de um país, pois quando o saneamento é precário, a colocação do país nesse índice é rebaixada. No caso do Brasil, onde o saneamento básico é de fato precário, há muitos impasses que impede sua progressão, como a falta de investimentos nesse setor e a desigual presença de redes de água e esgoto, bem como o tratamento desses em todo o Brasil.
A principal causa do saneamento brasileiro ser inconsistente é devido à falta de esforços do governo para melhorar tal situação, visto que o investimento necessário gera um bônus social, mas condiciona que o lucro para o governo não seria automático. Nesse interim, é notório que a lei vigente, em relação ao saneamento básico das cidades, não é devidamente cumprida e, por conseguinte, o Brasil se distancia mais de cumprir as metas propostas no ODS6 (Objetivo 6 da ONU), o qual procura assegurar a disponibilidade e a gestão sustentável da água e saneamento à todos.
Em consequência à falta de investimentos e a não universalização do sistema de saneamento básico, o Brasil deixa de gerar 56 bilhões de reais por ano, segundo estudo feito pelo Instituto Trata Brasil. Dessa forma, isso possibilitou a posição do Brasil em 79° lugar no IDH, em 2018, visto que muitas áreas possuem déficits brutais em saneamento básico. Esse é o caso de Porto Velho, capital de Rondônia, onde somente 3,4% da população tem acesso ao tratamento de esgoto e, de toda água consumida na cidade, apenas 1,5% é tratada, também em 2018.
Com o intuito de melhorar tal problemática, é necessário os esforços dos governos municipal, estadual e nacional para intensificar e priorizar os investimentos públicos no sistema de saneamento básico, de modo a cumprir a lei vigente. Desse modo, a qualidade de vida melhora ao universalizar a presença de tratamentos de água e esgoto nas cidades, o que garante produtividade no país devido à diminuição da condição precária de vida do trabalhador.