Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 20/05/2019

É evidente que o saneamento básico no Brasil é um serviço precarizado. Segundo a Folha, em 2004 apenas 80,6% da população tinha acesso a água tratada. Em 2016, a taxa subiu para 83,3% apresentado, desse modo, um crescimento de apenas 2,7% em 12 anos. O déficit em relação à coleta de esgoto se mostra ainda maior: no Nordeste poe exemplo, o acesso a esse serviço é de apenas 26,6%. Assim, é notável que a água e o saneamento não são uma prioridade no financiamento para políticas públicas.

Dessa maneira, é certo que o saneamento é essencial para a promoção de da dignidade humana. Assim, políticas proativas em matéria de água e saneamento são necessárias para atingir muitos dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável definidos pela ONU. Esses Objetivos visam promover a saúde, erradicar a fome e a pobreza, entre outros.

Ademais, diversas consequências são resultado da precariedade desses serviços, os quais são direitos. Tem-se uma ligação direta entre o saneamento deficitário e atrasos no crescimento das crianças, impactando a longo prazo o desenvolvimento mental e físico dos indivíduos. Dentro deste contexto, há também o fato de que o Brasil deixa de gerar 56,3 bilhões de reais ao ano por não ter universalizado seu sistema de saneamento básico, segundo o Instituto Trata Brasil.

Portanto, o precário saneamento básico brasileiro enfrenta desafios para a sua melhoria. Dessa forma, o Governo Estadual pode intensificar os investimentos públicos no saneamento básico, formando profissionais de saúde para ações de operação e manutenção de sistemas já existentes. Além disso, a pressão popular para a democratização dos serviços sanitários é fundamental para uma melhoria no cenário.