Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 20/05/2019
A importância do saneamento ultrapassa questão social, já que impacta a saúde pública, o meio ambiente e a economia do Brasil. Doenças relacionadas a sistemas precários de água e esgoto são responsáveis por muitas mortes.
O saneamento básico no Brasil tem suas diretrizes estabelecidas na Lei número 11.445/07. De acordo com ela, saneamento é o conjunto de infraestruturas, serviços e instalações operacionais de abastecimento de água potável, limpeza urbana e manejo de resíduos sólidos, esgotamento sanitário, limpeza e fiscalização preventiva das respectivas redes urbanas, drenagem e manejo das águas pluviais.
Em 2007, 80,9% da população tinha abastecimento de água potável. Em 2015 houve um aumento, chegando a 83,3%. Essa evolução lenta pode ser explicada pela falta de investimento no setor. A parcela da população que não tem acesso à água potável é vítima, em muitos casos fatal, da diarreia.
As desigualdades regionais nesse quesito são marcantes. Enquanto São Paulo e Rio de Janeiro apresentam índices de tratamento de esgoto de 93%, outras capitais como Belém (7,7%) e Macapá (5,5%), não gozam do mesmo privilégio. Além disso há também uma desigualdade intraurbana, com ausência de serviços de água, esgoto e até eletricidade
em periferias e favelas.
Portanto, cabe ao governo federal investir no Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), promover campanhas que conscientizem a população nacional sobre a importância do saneamento básico e assim, permitindo que os cidadãos brasileiros possam lutar pela democratização dos serviços sanitários.