Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 29/05/2019
Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima eternamente. Todos os dias Sísifo atingia o topo do rochedo, contudo era vendido pela exaustão, assim a pedra retornava à base. Fora da mitologia, é fato que a realidade vivida por Sísifo pode ser comparada às dificuldades para aprimorar e expandir o saneamento básico no Brasil, tendo em vista de desde a proclamação da Republica tal assunto sempre foi emblemático. Nesse contexto, deve-se analisar as razões que fazem dessa problemática um realidade atual.
Em primeiro lugar, é importante destacar que, o grande desafio de implantar um sistema de saneamento básico, é uma questão que vem sendo arrastada até os dias atuais. Em 1904, ocorria nas ruas do Rio de Janeiro a revolta da Vacina, resultado do processo de “civilização”, que consistia em despejar a população para as periferias, aglomerando-se em cortiços e assim dando inicio a “favelização”, que sem saneamento básico e sem água potável, resultou em surtos de epidemia que, nem o governo conseguia conter. Hodiernamente, assim como no século XX, o poder publico falha com seu dever, pois segundado dados do O globo, em 2014 apenas 40% da população tinha o privilégio de ter esgoto tratado.
Consoante ao escritor austríaco, Stefan Zweig, em uma de suas obras do século XX, afirmou que o Brasil seria um país do futuro, ou seja, grandes inovações tecnológicas e sociais iriam ser efetivas. No entanto, é notório que tal conceito encontra-se deturpado, tendo vem vista que os corte governamentais impossibilitam a democratização do acesso ao saneamento básico. Assim, é indubitável afirmar que tais atos que o poder público vem concretizando na política brasileira, vão à médio e à longo prazo, dificultar ainda mais a universalização da água potável - recurso esse, essencial e inalienável ao ser humano-. Desse modo ,assim como afirma o Cazuza “eu vejo o futuro repetir o passado”, em sua música O tempo não para, o contexto social vivenciada pelas periferias do Rio de Janeiro continua se repetindo.
Portanto, evidencia-se a necessidade de expandir o acesso ao saneamento básico. Logo, é imprescindível, a criação de um projeto - água potável -, com o objetivo de universalizar tal recurso nas comunidades periféricas, sendo preciso, com o auxílio da secretária de saúde, que primeiramente irá estabelecer uma comunicação com a comunidade por meio de visitas domiciliares e palestras, onde a população local irá ser informada sobre como ferver a água não encanada, tornando-a mais pasteurizada e ademais, é de extrema necessidade que o poder publico disponibilize investimento para medidas sanitaristas. Com isso, tal ciclo histórico se romperá, quebrando a ligação com a mitologia de Sísifo.