Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro

Enviada em 23/05/2019

A obra “O cortiço”, escrita por Aluísio de Azevedo, narra a vida de diferentes tipos humanos em uma moradia coletiva, em condições precárias de sobrevivência, principalmente no que diz respeito à higiene. A partir da alusão supracitada, pode-se externar um problema vigente na sociedade brasileira: a falta de saneamento básico. Portanto, são necessárias políticas públicas efetivas, que aprimorem o tratamento de água e esgoto, principalmente, nos locais mais marginalizados do país.

A ineficiência do sistema de saneamento básico submete muitos indivíduos a condições degradantes. No início do século XX, o médico Oswaldo Cruz propôs uma reforma sanitária na cidade do Rio de Janeiro, até então, capital do país. Embora as condições de limpeza e tratamento de esgoto tenham evoluído desde a época, há, ainda, muitas regiões, principalmente as mais pobres, nas quais essa necessidade não é atendida. Isso decorre, em maioria, do descaso estatal e despreocupação populacional. Além disso, culmina na propagação de patologias e infestações de animais. Sendo assim, é imprescindível a aplicação de medidas de urgência, que melhorem as condições de vida nessas áreas.

Outrossim, é necessário analisar a problemática do saneamento básico não apenas como uma questão sanitária, mas também de saúde pública. Durante a fase das trincheiras, na Primeira Guerra Mundial, muitas pessoas morreram, não apenas por causas típicas de guerra, mas também, por doenças adquiridas nos campos de batalhas, pela quase inexistência de saneamento. Certas patologias, como cólera, leptospirose e hepatite A estão presentes no contexto hodierno brasileiro, as mesmas, advindas de água contaminada, contribuem para levar o precário sistema de saúde ao caos. Dessa forma, é de extrema importância o investimento no setor sanitário.

A questão do saneamento básico no Brasil é um problema antigo e necessita ser solucionado, uma vez que, segundo Martin Luther King, “quem vê o mal sem protestar, concorda com ele”. Sendo assim, compete ao poder público, na esfera federal, estadual e municipal investir em áreas de risco, por meio de repasses financeiros e fiscalização efetiva do setor de saneamento, a fim de promover a condição de bem estar social, visto que, a mesma é de suma importância. Desse modo, evitar-se-á que algumas regiões do país se assemelhem ao Cortiço da obra naturalista de Aluísio.