Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 27/05/2019
A Europa, na Idade Média, foi marcada pelo alto índice de mortos por doenças provenientes, principalmente, da falta de saneamento básico. No Brasil, apesar do evidente avanço em comparação à Europa naquela época, milhões de pessoas ainda estão sujeitas à um saneamento básico precário. O investimento insuficiente e a falta de notoriedade das cobranças, por parte da população, nesse setor são as principais causas dessa problemática.
Primeiramente, deve-se observar a relação da baixa notoriedade das cobranças dessas pessoas com sua condição econômica. Os locais em que se encontram esgotos à céu, por exemplo, são, em sua maioria, as áreas mais carentes das cidades. Esse fato reforça que, no Brasil, as insatisfações das classes mais pobres são, em diversos casos, desconsiderados e desse modo aumentam a desigualdade social no país.
Em segunda análise, é perceptível a contradição entre a situação atual dessas pessoas e o dever do Estado. Segundo a Constituição Federal de 1988, é direito do cidadão brasileiro possuir o saneamento básico. Entretanto, uma grande parte da população, principalmente pobres, não o detêm em sua totalidade, expondo-as à doenças e consequentemente aumentando os gastos públicos na área da saúde.
Em virtude disso, é preciso tomar atitudes afim de amenizar as causas da situação atual. Dessa forma, a mídia televisiva nacional deve, através de reportagens em seus horários nobres, mostrar a realidade dessas pessoas, com intuito de mobilizar a população à pressionar as autoridades para tomarem providências. Em complemento, o governo, mediante o Ministério das Cidades, deve aumentar o investimento no setor de saneamento básico com a finalidade de melhorar a infraestrutura precária, principalmente em locais mais pobres, e como consequência haverá a diminuição dos gastos na área da saúde. Só então seremos uma sociedade que promove a igualdade de direitos entre a população.