Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 31/05/2019
O livro “O Cidadãos de Papel’’, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas sociais que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, a falta de saneamento básico afeta a sociedade como um todo, e o direito, garantido por lei, de se viver dignamente. Sendo assim, seja pela proliferação de doenças, seja pela improdutividade, essa problemática necessita de medidas eficazes.
Em primeiro lugar, a falta de tratamento de água e de esgoto é um causador de doenças. Nesse sentido, sem essa garantia por lei, as pessoas são obrigadas a viverem em situações insalubres, devido ao esgoto a ‘‘céu aberto’’ perto das moradias, tornando-as alvos de doenças como: esquistossomose, leishmaniose, proliferadas nesse cenário precário. Com isso, as populações, geralmente das periferias, sofrem com a falta de saneamento básico, que influencia diretamente na saúde pública
Vale ressaltar, também, que, devido as proliferações de doenças, os indivíduos se tornam improdutivos economicamente, Isso, pois, o cidadão enfermo necessitará de cuidados médicos, afastando-se do trabalho, fato que prejudica a economia do país e da própria pessoa. Portanto, além da falta de higienização ser um causador de doenças, ela também influencia o trabalhador enfermo que deixará de lucrar para depender do capital.
Em decorrência disso, são necessárias medidas capazes de mitigar o problema da falta de saneamento básico no Brasil. Afinal, almeja-se garantir o direito dos cidadãos a água e ao esgoto tratado. Para tanto, o Governo Federal deve contratar empresas privadas, especializadas em tal problemática, com o intuito de promover o tratamento básico em regiões misteres como: Norte e Nordeste. Logo, notar-se-á uma melhora no âmbito do saneamento básico e o automatismo do olhar deixará de existir na sociedade.