Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 30/05/2019
A corte francesa, no século 17, mesmo com o inicio da corrente de pensamento iluminista e assim a valorização da racionalidade humana, não se havia certas noções de higiene. Os excrementos naturais eram deixados em qualquer espaço nos castelos, sem grande preocupação seu descarte, o que vinha a ser uma das principais causas de doenças, contribuindo a baixa expectativa de vida. Não se distanciando do atual século 21 no Brasil, a maior parte do país ainda não conta com tratamento de esgoto. Logo, o acesso ao saneamento básico é imprescindível a população, ao ser um elemento essencial de desenvolvimento, que visa uma melhora na saúde e na qualidade de vida.
A acessibilidade ao saneamento básico se mostrou estagnado, se mantendo precário. Em um mesmo período de 12 anos o a coleta de esgoto passa de 38% para 51%, e a água tratada de 80% à 83%, de acordo com o instituto Trata Brasil. Deste modo, é visto uma negligencia generalizada em promover estes direitos fundamentais do brasileiro.
Tendo em vista o campo financeiro, o lucro vem a ser mais que duas vezes maior, que os gastos para a promoção deste direito. Com a pesquisa fundamentada do Trata Brasil, os custos anuais para instalar estas redes, é estimado em R$ 19,8 bilhões, enquanto seus ganhos, já descontando-se os gastos seriam de R$ 56 bilhões. Assim, o gasto será convertido em lucro, tanto financeiramente, quanto socialmente.
Afim de vencer tais problemas, o âmbito público e privado tem de realizarem seus papeis. A população deve reivindicar seus direitos básicos e constitucionais, por meio de protestos. O Estado, via do Governo Estadual e Municipal, deve focalizar seus investimentos neste setor de estruturação básica, promovendo a canalização do esgoto e fornecimento de água tratada, pois é rentável o que irá promover futuros lucros, dos quais pode ser realocados em outras áreas, como saúde e educação.