Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 30/05/2019
Bem como é intitulado, o saneamento básico é um direito a qual todos os cidadãos de uma comunidade deveriam ter acesso. Porém, não é o que se tem visto atualmente, deixando de ser prioridade, a coleta de esgoto por exemplo, para mais de 50% da população, e uma grande maioria ainda não têm acesso à água tratada. Embora seja assegurado juridicamente, o saneamento básico tem se mostrado cada vez menos investido no Brasil.
A falta de saneamento básico não só prejudica o bem estar e saúde da sociedade como contribui na proliferação de epidemias como a dengue e a zika; afeta diretamente o meio ambiente e a economia do país. Conforme mostrado em pesquisas realizadas pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), 51,9% da população brasileira que não tem acesso à coleta de esgoto livram-se de seus dejetos em rios e lagos, agravando os problemas citados anteriormente.
Além disso, esses altos valores tem estado diretamente ligados a um agravamento da desigualdade social encontrado nas regiões do pais, tendo um maior impacto nas camadas da população de menor renda. Sendo que só no norte, a porcentagem chega a 16,42% de esgoto tratado, com 8,66% de atendimento total, ao passo que na parte sudeste do país, 47,39% do esgoto é tratado e 77,23% representa o índice de atendimento total segundo os dados do site childfundbrasil.
Dessa maneira, torna-se necessário a imposição de políticas, tais como o investimento/ iniciativa privada, q visem contribuir com a continuidade da Lei Nacional de Saneamento Básico, q deseja universalizar a inserção do saneamento básico em cada região e município. O apoio popular também se mostra bastante importante nesse quesito, como a participação em instituições que lutam por esse direito.