Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 31/05/2019
No livro Quarto de Despejo: um diário de uma favelada, de Carolina de Jesus, retrata o cotidiano da autora e dos moradores da favela em condições insalubres. Analogamente, na sociedade vigente, inúmeros indivíduos vivem em locais instáveis e sem nenhum saneamento básico. Nesse âmbito, pode-se analisar que não só a ineficiência do Poder Público como também a falta de planejamento colaboram para a perpetuação dessa premissa. Dessa forma, é necessária a tomada de novas medidas para que se resolva a questão.
A priori, é válido ressaltar que uma cidade bem planejada é sinônimo de uma boa qualidade de vida. Nesse sentido, os lugares mal planejados, por exemplo, as favelas, devem possuir um planejamento mais acentuado, uma vez que é uma área com um grande aglomerado de pessoas que, facilmente, podem ser contaminadas pela falta de saneamento básico. Seguindo tal linha de raciocínio, não só as doenças como a morte de várias pessoas abalarão o Sistema Único de Saúde (SUS) e, também, aumentarão os custos tanto para o Governo quanto para os menos favorecidos. Sendo assim, é imprescindível um maior investimento nas mais áreas precárias para minimizar tal impasse.
A posteriori, é importante abordar que para um país ser considerado desenvolvido, o saneamento básico é um dos fatores essenciais. Nesse viés, de acordo com a Constituição Federal, no Artigo 196, a saúde é direito de todos e dever do Estado. No entanto, diversas áreas urbanas sofrem com a desatenção do Governo, uma vez que as casas não são abastecidas com água potável, não possuem a limpeza urbana e, também, a coleta e o tratamento de esgoto. Dessa forma, a população é inviabilizada de se obter uma melhoria de vida e, consequentemente, são mais afetadas por se tratar de um local de risco. Nesse sentido, é de extrema relevância que o Governo melhore tais premissas para garantir o bem-estar social da população.
Torna-se necessário, portanto, que o Governo Federal em parceria com Engenheiros de Saneamento e Gestão ambiental possam analisar as áreas mais debilitadas por meio de mapeamentos dos locais, com o auxílio da população residente, para atuarem nos processos de construções de tubulações, com o fito de melhorar o abastecimento e tratamento de esgoto. Além disso, é de extrema importância que o Poder Público invista em planos arquitetônicos para áreas que serão construídas, com o objetivo de planejar o local com antecedência e, de tal forma, garantir um melhor desenvolvimento dessas regiões e beneficiar à toda população.