Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 10/06/2019
“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Através deste trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, vê-se que a falta do saneamento básico se configura como um obstáculo na vida de muitos brasileiros. Fica claro que a causa da carência do saneamento básico é a desigualdade social e a falta de investimentos.
Primeiramente, é necessário entender que a desigualdade social é um dos problemas que impedem um país crescer. Segundo pesquisa divulgada pelo IBGE, mais de 50% da população brasileira não têm acesso ao saneamento básico. Isso acontece porque, a um descaso governamental na questão do saneamento, onde muitos brasileiros vivem em lugares com esgoto a céu aberto, que não recebem abastecimento de água e muitos moradores usam fossas como esgoto, evidentemente causando maior risco de contaminação e proliferação de doenças.
Ademais, destaca-se a falta de investimentos governamentais como impulsionador do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, “a política dever utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade”. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, os investimentos não são distribuídos de maneira correta, evidentemente no saneamento básico, a renda governamental é mal distribuída causando ainda mais gastos na área da saúde, naturalmente ocasionado por doenças provindas da contaminação da água, de mosquitos transmissores, entre outros.
Dessarte, é evidente a necessidade de uma ação por parte do Estado para resolver o impasse. Visando melhorar o sistema de saneamento básico brasileiro e minimizar os surtos de doenças, urge que o Poder Legislativo institua regulamentações para os governos municipais na forma de metas para criação de um número mínimo para o não tratamento do esgoto e um maior investimento nos lugares que coletam e tratam o esgoto. Dessa forma, o Brasil poderia superar a precariedade do saneamento básico.