Desafios para melhorar o precário saneamento básico brasileiro
Enviada em 11/06/2019
O filósofo grego, Tales de Mileto, defendeu que a água é a arché, ou seja, princípio básico e essencial para todas as outras coisas. Nessa perspectiva, o acesso a esse elemento é base para a vida humana. Contudo, no Brasil contemporâneo, nem todos os cidadãos têm acesso ao saneamento básico, que é o tratamento do esgoto e da água. Isso se dá pela ineficiência das leis no país e gera enfermidades a população.
Em primeira análise, é preciso considerar que as medidas constitucionais não funcionam no território nacional. De acordo com o pensados Gilberto Dimenstein, em sua obra “O Cidadão de Papel”, no Brasil, as leis são meros aparatos legislativos e não são aplicadas no cotidiano da população. Desse modo, medidas como a Lei de Saneamento Básico, que visa acabar com o problema, apresenta-se com baixos resultados e investimentos, sendo ineficiente para o povo.
Em virtude disso, a população sem aceso à água tratada desenvolve doenças. Tal situação acontece pois, a falta de tratamento do líquido consumido favorece a proliferação de microorganismos nocivos a homeostase humana, condição de equilíbrio do corpo. Sendo assim, indivíduos sem o abastecimento e saneamento consomem qualquer qualidade do monóxido de diidrogênio disponível e ficam vulneráveis a enfermidades frente às baixas condições de higiene e infraestrutura.
Portanto, mudanças são necessárias com o objetivo de promover o acesso ao princípio básico de todas as coisas a todos. Para isso, o Estado deve garantir a população água potável e esgoto de qualidade, tendo em vista que esses recursos são imprescindíveis para a dignidade humana, por meio da destinação de verbas para obras de infraestrutura nesse setor, a fim de acabar com as enfermidades geradas pela contaminação aquática.